Loja Moysés Zveiter no 94

Loja Moysés Zveiter no 94

Trabalhos Interessantes

 

        1 - Trabalho sobre a construção do Templo de Salomão

                (Ir. Marchetti - Loja Moysés Zveiter no 94)

          2 - Trabalho "Em que idade Maçônica parastes?"

                (Ir. Vanderlei - Loja da Nova Era - 2393)

          3 - Trabalho "Tronco de Beneficência" 

                (Ir. Oswaldo Generoso Dias - Oriente de São João Evangelista -MG)

 

 

 

 

 

A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO DO REI SALOMÃO

                                     Os que crêem sempre pautaram sua conduta pela religião, desde o amanhecer da vida e pela vida afora, na paz, no progresso, na decadência. O homem reconhece em Deus seu criador. 

                                    Na antiguidade, os povos nômades usavam, em pleno deserto, uma mesa especial consagrada aos sacrifícios religiosos, chamada altar, na qual costumavam também oferecer incenso. O altar era construído de pedras ou constituía-se de uma única e grande pedra, coberta ou não. Com a fixação das tribos em lugares estratégico, sobretudo férteis, teve início a formação das primeiras cidadelas. O homem passa a construir sua casa com materiais definitivos. A casa de Deus, o tabernáculo, que era uma tenda portátil durante o período de peregrinação pelo deserto, ganha mais espaço e é edificada com vistas a atravessar os templos. O prédio construído para abrigar o altar, por sua posição privilegiada, passa também a centro político, jurídico e comercial, além de local de reunião e decisões religiosas.

                                     O desenvolvimento das cidades-estados em nações, com características próprias de religião, línguas, costumes, história, levou à preocupação de se construírem templos que pudessem servir às futuras dinastias e gerações.

                                     No final do século X A.C. tem início o reinado de Salomão, que quer dizer pacífico. Logo no começo do seu reinado, no ano de 970 A.C. , aos 20 anos de idade, ele tomou a cidade de Emate, a fim de proteger a parte setentrional de seu reino.

                                     As relações com os demais povos vizinhos eram cordiais. Entregou-se pois, o grande rei, a cuidar da organização do reino. Deu melhor assistência à cultura e as artes, revelando-se enfim hábil governador, fazendo-se cercar de eminentes auxiliares. Mantinha o exército em plena atividade. Para fins administrativos, dividiu o reino em 12 distritos. O comércio floresceu, aumentou a riqueza pública, a navegação foi incrementada, resultando em sucessivas e proveitosas viagens a Ofir e à India, com o objetivo de intensificar o comércio e de facilitar o intercurso internacional. Mandou Salomão edificar várias cidades, entre as quais Palmira, no deserto. De seu empenho em assuntos literários e científicos, resultaram tratados de botânica, sobre a vida dos animais, coleção e composição de provérbios, alguns dos quais ocupam lugar de destaque no Antigo Testamento.

                                     A magnificência de sua mesa e a grande pompa que ostentava em suas excursões correspondiam à sua riqueza e a seu poder político. Reinou quarenta anos e faleceu no ano 931 A.C.

                                     Na ocasião de fazer a dedicação do templo, Salomão congregou o povo para orar e pediu benção de Deus. Para a construção do templo, acumulou de seu governo 100 mil talentos de ouro e um milhão de talentos de prata. Peso e moeda da antiguidade grega e romana, o talento de ouro atualmente correspondia correspondia hoje a pouco menos de US$ 30 mil, enquanto o de prata teria atualmente o valor de quase US$ 2 mil. De seu próprio bolso o rei doou três mil talentos de ouro e sete mil de prata; os príncipes também contribuíram com cinco mil talentos de ouro, dez mil de prata e dez mil soldos de ouro, soma que equivaleria hoje a cerca de US$ 2.450 milhões.

                                     Salomão deu início à construção do templo no quarto ano de seu reinado, despendendo no  empreendimento sete anos e meio. A aliança de Salomão com Hirão, rei de Tiro, facilitou a aquisição de madeira do Líbano, bem como de hábeis artífices. O rei selecionou obreiros em todo o Israel. Entre operários, inspetores e subinspetores, entre os quais encontravam-se canaeus e israelitas, foram reunidos cerca de 180 mil trabalhadores.

 RESUMO:

                                     550 inspetores, para 3.300 sub-inspetores, para 150.000 obreiros e cavouqueiros.

                                     01 inspetor, para 06 sub-inspetores, e os últimos cada um para 53 obreiros, aproximadamente.

                                     O templo foi levantado sobre o monte Moriá, no lugar que tinha sido mostrado a Davi, seu pai, na eira de Orná, Jebuseu. O plano geral obedecia ao mesmo do tabernáculo, com dimensões em dobro e ornamentação mais rica.

                                     Como os templos Egípcios, era formado por grande conjunto de edificações. Foram construídos vários recintos, formando perímetros sucessivos, em alvenaria de grandes blocos de pedra, conforme os padrões Fenícios. Em têrno do primeiro, haviam tendas e armazéns ao ar livre para atender aos milhares de peregrinos que visitavam Jerusalém por ocasião da Páscoa. No segundo recinto, só eram admitidos os judeus, havendo ali também locais para a venda de animais destinados aos sacrifícios, e áreas livres onde o povo se reunia para tratar de assuntos políticos. No terceiro recinto só eram admitidos os sacerdotes como nos templos Egípcios. Em torno do templo propriamente dito e dos depósitos onde se guardava o Tesouro; realizavam-se às preces, os cantos e os sacrifícios. O edifício do templo, do santuário, ficava com sua entrada voltada para o Oriente.

                                     O interior do edifício, na antiga medida côvado ou cúbito, que correspondia a 66 centímetros, tinha 60 cúbitos de comprimento por 20 de largura e 30 de altura. Vale notar, neste particular, que as proporções não condiziam com as do tabernáculo. As paredes do templo foram construídas  com pedras que já vinham trabalhadas desde sua origem, todas lavradas e perfeitas. A coberta era de pranchões de cedro. Todo o interior era revestido de ouro puro, com guarnição de tábuas de cedro; ornamentavam os muros pinturas de querubins, de plantas e de flores.

                                     O Santo dos Santos media 20 cúbitos de cada lado com igual altura. O espaço de quase dez cúbitos de alto, compreendido entre o teto e a cobertura, servia provavelmente para as câmaras superiores, revestidas de ouro. A arca onde se guardava a taboa da lei, era uma caixa de madeira da Acácia revestida internamente de ouro e com uma tampa de ouro, tendo ao todo cerca de 1,40 m por 0,85 m e altura de 0,56 m, a tampa formava uma cornija de coroamento em forma de touro e era decorada de motivos em baixo - relevo.

                                     Repousava no Santo dos Santos sob as asas de dois colossais querubins, feitos de pau de oliveira, e cobertos de ouro. Cada um deles media dez cúbitos. As asas estendidas mediam, de ponta a ponta dez cúbitos. Elas se juntavam no meio do templo, ao mesmo tempo em que no outro externo, tocavam cada qual um parede. Os querubins, de pé, tinham os rostos voltados para o exterior do templo, imaginava-se, entre eles, a presença de Jeová, Quatro argolas de ouro podiam ser atravessadas por duas vigas, por meio das quais, a arca podia ser transportada.

                                     A divisão entre o Santo dos Santos e o lugar Santo era feita de tábuas de cedro, forradas de ouro em ambos os lados, havia ainda duas portas de pau de oliveira, decoradas com palmas, querubins e flores, e também forradas de ouro.

                                     O lugar santo, ou santuário, tinha 40 cúbitos de comprimento por 20 de largura e 30 de altura, com janelas próximas ao teto, para facilitar a ventilação e dar saída à fumaça. O altar do incenso era de cedro com cobertura de ouro. O altar integrava o conjunto do Santo dos Santos, mas permanecia fora dele, sem dúvida para que os sacerdotes, que só entravam no Santos dos Santos uma vez no ano, pudessem oferecer o incenso diariamente.

                                     Havia dez castiças de ouro e dez mesas. A entrada para o santuário tinha portas de pau de faia. Sobre a parede do templo havia diversos andares com quartos em volta, destinados aos oficiais do templo e à guarda das alfaias. Diante do templo havia um pórtico de 20 cúbitos de comprimento por dez de largura e 120 de altura - as versões Setenta e Siríaca.

                                     Este pórtico ou pilone, haviam duas colunas isoladas, destacadas a frente do templo, como os obeliscos Egípcios, erguidas dentro do pórtico de entrada, seriam ôcas, tendo cerca de 10m de altura por  pouco mais de 2m de diâmetro inferior, a da direita chamava-se Iachim, (Jaquim) o que significa: ele consolidará a da esquerda Boaz, ou seja: nele está a força, simbolizavam os elementos de criação: a primeira  representava a linha vertical, o que está a prumo; a segunda a linha horizontal, o que dá força. A união de ambas produz o ângulo reto, princípio fundamental da arquitetura. Assim se explica o fato de terem sido adotadas pelas corporações de arquitetar  e de construtores da : idade média como símbolo dessas Associações.

                                     Havia ainda no templo dois átrios, o dos sacerdotes e o maior, os dois separados entre si, tanto por diferença de nível como por um pequeno muro formado de três ordens de pedra cortadas e de uma ordem de cedro. No átrio dos sacerdotes havia um altar de bronze para os sacrifícios, quatro vezes maior que o que havia no tabernáculo, um mar de bronze, grande taça sustentada por doze leões, e dez bacias também de bronze. O mar destinava-se `a purificação dos sacerdotes; as bacias serviam para se lavar nelas tudo o que se houvesse de oferecer em holocausto. O átrio exterior, ou grande átrio, destinava-se ao povo de Israel. O pavimento era lajeado de pedras e havia um muro com portas.

                                     No ano 587 A.C., quando tomaram Jerusalém, os babilônios saquearam e reduziram a cinzas este templo, só ficaram poucos trechos das muralhas de alvenaria constituídas de grandes blocos de pedra.

                                     A reconstrução do conjunto foi empreendida por Zorobabel, cerca de 70 anos após a destruição, com a preocupação de restabelecer o plano inicial. Aumentado pelos Macabeus, (importante família de Jerusalém no séc. II A.C.), enriquecido de novas dependências por Heródes no séc. I A.C., este segundo templo foi arrasado pelo general Romano Tito, depois imperador, com suas pedras, os Romanos construíram um templo dedicado a Júpiter.

                                     Mais tarde Constantino e Justiniano cobriram a colina do templo de edifícios religiosos cristãos, e os Árabes, depois levantaram ali as mesquitas de Omar e de Aksa. Assim, a plataforma do templo de Jerusalém tornou-se um lugar santificado para Judeus, cristãos e mulçumanos.

 

 

 

 

 EM QUE IDADE MAÇÔNICA PARASTES ?

                                                 

                                     Talvez algum de vós queirais perguntar qual ou quais os objetivos desta questão reflexiva. Por que tal pergunta, se cada um de nós tem a absoluta certeza de ser Aprendiz, Companheiro e Mestre ?

                                     É justamente nesta afirmação que voltamos à questão. Sois Aprendiz, sois Companheiro, sois Mestre ? Ou estais Aprendiz , Companheiro e Mestre ? Existe uma distância infinita em ser e estar, ser e ter. São duas vertentes extremamente distantes. O SER relaciona-se com a internalização de todos os propósitos, objetivos, centrados em cada moral do grau, do que está oculto, que só atingiram aqueles que tiveram discernimento.

                                      Discernir é ter capacidade de fazer a distinção do que é, daquilo que não é. Discernir é provar o que é do bem e o que não é. Provar, não no sentido de experimentar, mas de perceber.

                                      Em que idade maçônica parastes ?

                                      Muitos de vós dizeis: somos eternos Aprendizes. Isto é real. Entretanto, esta expressão não significa que estão inseridas atitudes de Aprendiz, como se nada tivesse significado o aprendizado, enquanto Aprendiz, no sentido correto da palavra, na coluna dos Aprendizes, isto é, do 1o. Vigilante, sob sua tutela. Mas esse SOMOS ETERNOS APRENDIZES refere-se a cada momento de sua vida maçônica, enquanto Aprendiz, Companheiro ou  Mestre, no sentido de estar aberto ao aprendizado maçônico, ao vivenciar as experiências e introjetá-las, de modo que produzam, em nosso ser, uma modificação de caráter e uma sensibilidade de perceber os limites de cada um e de assimilar a moral que cada grau encerra em seu simbolismo, em toda a sua extensão e profundidade.

                                      Em que idade maçônica parastes ?

                                      Sois Aprendiz Maçom ? Meus irmãos como tal me reconhecem. Mas, o que reconhecem ? Reconhecem que estais desbastando a pedra bruta. Que significa desbastar a pedra bruta ? E que pedras são estas ? O DESBASTAR significa o aperfeiçoamento interno de cada maçom. Cada um de vós as tendes. E sabeis cada qual que pedras brutas ainda tendes a desbastar. Talvez as pedras do orgulho, da vanglória, do oportunismo, da ignorância. Estas têm sido as piores armas contra aqueles que não lutar. Precisais destruir a ignorância em vós mesmos e nos outros; ser corajoso contra as próprias fraquezas e contra as injustiças que vos façam. É mister dardes especial atenção ao combate da ignorância, causadora de todos estes males e da tirania. Na vossa iniciação, foi perguntado a cada um de vós: o que pensais do vício ? Este é o oposto da virtude. É o hábito desgraçado que nos arrasta para o mal; e é para impormos um freio a esta impetuosa propensão; para nos elevarmos acima dos vis interesses que atormentam o vulgo profano e acalmar o ardor das paixões, que nos reunimos neste Tempo. Ë aqui que trabalhamos para acostumar o nosso espírito a curvar-se às grandes afeições e a não conceber senão idéias sólidas de bondade e de virtude, porque é só regulando os nossos costumes pelos princípios eternos da moral que poderemos dar à nossa alma esse equilíbrio de força e de sensibilidade que constitui a sabedoria, ou antes, a ciência da vida. Entretanto, este trabalho é penoso, mas deveis a ele sujeitar-vos, se desejais persistir na nossa Ordem.

                                      Que pedra bruta ainda tendes de desbastar, para que possais ser um maçom completo, sair da ignorância e do desejo desenfreado de ter e não ser. Sois livres e de bons costumes ? Ou sois livres de bons costumes ?

                                      A um Aprendiz Maçom é lícito cometer atos que não são comuns a um Mestre, pois aquele não fala, não anda e não pensa, porquanto é uma criança e o seu pensamento ainda é informe. Ele veio vencer suas paixões, submeter sua vontade e fazer novos progressos; veio levantar Templos à virtude e cavar masmorras ao vício. Que pedra bruta ainda tendes a desbastar ? Será submeter a vossa vontade ? Vencer as vossas paixões ? Porventura viestes trazer aos vossos irmãos amizade, paz e prosperidade ? Ou nada trazeis ? Estais Aprendiz ou sois Aprendiz ? Estais Companheiro ou sois Companheiro ? Estais Mestre ou sois Mestre Maçom ? Tendes como Companheiro sido um elo entre

o Aprendiz e  o Mestre e tendes apreendido todos os conceitos de moral do grau ? Ou simplesmente passastes por ele ? Estais na plenitude ou ainda estais Aprendiz ? Que é ser Aprendiz, Companheiro, Mestre ? Como, internalizando todas as virtudes deste grau, a fim de dardes o alimento sólido ao Aprendiz e ao Companheiro, que espécie de Mestre tendes sido ? O livro da Lei registra a seguinte expressão: “Se o exemplo dos Fiéis no trato, na palavra, na caridade, no espírito, na fé, na pureza. Medita estas coisas; ocupa-te nelas para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos”. (I Tim. 4:14 e 15) Ainda, o Livro da Lei ensina aos Mestres, Maçons, Companheiros e Aprendizes: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa forma, se há alguma virtude e se há algum louvor, pensai nisto”. (Fp 4:8).

                                      Irmão, quanto a mim, não julgo que haja alcançado, mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, avanço para as que estão diante de mim.”(Fp 3:13).

                                      Estes conceitos, internalizados, farão o Mestre ser Mestre e não estar Mestre Maçom. Farão dos Aprendizes e Companheiros verdadeiros iniciados, de modo que alcancem vosso aperfeiçoamento em vossas idades maçônicas.

                                      Não é diferente na vida maçônica, quando temos Aprendizes sendo Mestres, Companheiros Mestres, Mestres Aprendizes ou Companheiros. Na vida profana, quando temos crianças adultas, adolescentes adultos, adultos crianças ou adolescentes, geram conflitos intermináveis na vida dessas pessoas. Na vida maçônica, quando isto ocorre, cada maçom está revestido do grau de direito, mas não assimilou nada deste grau. Continua no grau inferior ou quer estar no grau superior, quando não está investido nele. Aí surgem os conflitos. E temos maçons insatisfeitos, desobedientes e carrancudos.

                                      Em que idade maçônica parastes ?

                                      Sois Aprendiz pleno, isto é, o vosso interior é Aprendiz, enquanto estais revestidos com tal ? Sois Companheiro, isto é, o vosso interior é Companheiro, enquanto revestido como tal ? Sois Mestre Maçom, isto é, vosso interior é Mestre, enquanto revestido como tal ? Ou, na verdade, o vosso interior é um Mestre, Companheiro ou Aprendiz mas vosso exterior é outro. Sois Mestre, mas tendes atitudes de Aprendiz e Companheiro ? Sois Aprendiz e Companheiro, mas já quereis vos comportar como Mestre ?

                                      Estas coisas geram grande conflito. Assim como a criança é exigida ou age como adulto, não experienciando cada momento de sua existência, o ser criança juvenil, adolescente, jovem, adulto e terceira idade deve ocorrer respeitando cada fase de sua existência, para evitar conflitos. Na Vida Maçônica, o experienciar cada fase do crescimento como Aprendiz, Companheiro e Mestre, vos fará um maçom completo.

                                      Para serdes um maçom completo, é preciso estardes firmado em três pilares indispensáveis: moral, filosófico (sabedoria) e espiritual.

                                      Moral: Os maçons devem ser homens de boa reputação. Livres e de bons costumes. Uma vida moral acima de qualquer suspeita. Homens que lesam ninguém (lesar no sentido geral da palavra). Cumpridores de suas obrigações, de modo que suas ações, na Loja, nos negócios, na sociedade, como autoridade sejam as mais transparentes. Maçons úteis, que servem à Humanidade, atentos às necessidades dos outros. Maçons que saibam dizer SIM, que precisam dizem SIM e NÀO, quando é indispensável dizer NÃO, ainda que a negação desagrade a um irmão mais chegado. Mesmo que a palavra NÃO desagrade a quem a emite e a quem a recebe, ainda assim precisa ser pronunciada, para que se cumpram as nossas leis. Quando um maçom não tem boa reputação, ele mancha a Ordem, é considerado um nada, não é respeitado, não serve para nada, todos querem distância dele, é desprezado. Ao contrário, o maçom de boa reputação é confiável, é amado, todos querem estar a seu lado, é respeitado, é equilibrado, é temperante, tem domínio próprio, é paciente. O maçom de boa reputação tem sua família bem educada, com filhos que obedecem, com docilidade, sem se insubordinarem. Sua esposa é cuidadosa e não mal dizente.

                                      O maçom completo conduz sua vida em princípios morais irrepreensíveis, de forma a exalar um cheiro agradável, pois suas palavras são dóceis, seu comportamento é percebido. A mansidão e a bondade fazem parte do seu viver. O homem que não tem este bom cheiro, exala em sua vida moral um cheiro desagradável. Aonde ele chega ou toca a repulsa é notada. O ambiente tornar-se pesado. O Livro Sagrado diz que os que seguem Jesus devem ter o bom cheiro suave de Cristo. O maçom precisa ter o bom cheiro suave desta Ordem, a fim de tornar-se o bálsamo para os profanos. Quando ele está presente, as pessoas percebem, sentem o suave cheiro de um homem digno de confiança, honesto e irrepreensível. Por vezes dizemos que ësta pessoa não cheira bem”. Não deve ser assim com o maçom - aonde pisar a planta do vosso pé.

                                      FILOSÓFICO (SABEDORIA): O segundo pilar indispensável para ser um maçom completo é o filosófico (sabedoria). O Livro da Lei diz que o princípio da sabedoria é o temor ao Grande Arquiteto do Universo. Este princípio há de nos conduzir, pois enquanto profanos e iniciados nos é perguntado se cremos num ser superior e afirmamos que sim. Sem esta condição básica não nos tornamos maçons e o Livro da Lei registra através do nosso grande Salomão sobre o Banquete da Sabedoria. Cada maçom deve participar deste Banquete,  pois Salomão nos orienta. E para sermos maçons completos a sabedoria deve ser a companheira permanente. Tomar consciência do princípio da Sabedoria, tornará o maçom um homem capaz de ir além, de participar do banquete da sabedoria, não só de participar, mas entronizar em vosso ser, de forma a nortear o vosso falar, o vosso pensar, levando-vos ao cuidado de cumprir todos os princípios maçônicos.

                                      Salomão discorre, no Livro da Lei, sobre a excelência e justiça dos preceitos da sabedoria e sobre o banquete propriamente dito e convida todos a se deliciarem nas profundas verdades contidas neste escrito sobre a sabedoria. Ele diz: Ä Sabedoria clama a todos os homens, é reconhecida através da inteligência, pois ela é a voz da Sabedoria”.”Na resolução dos grandes e pequenos negócios na nossa Ordem, de forma inteligente, o maçom demonstrará que já internalizou a Sabedoria. Não é difícil achá-la, pois ela se coloca num lugar que pode ser vista por todos, no cume, na encruzilhada, nos momentos de dificuldade. Basta contemplar e buscar e há de encontrar.

                                      A Sabedoria anda com a prudência. O maçom precisa ser prudente. A ciência dos conselhos está enraizada na prudência, pois a ciência do maçom é a prudência. Todo maçom deve ser regido pela sabedoria. Salomão diz, ainda, que só encontram a sabedoria os que madrugam, isto é, os que dormem muito, os acomodados, os insensatos jamais a encontrarão. A sabedoria diz: eu amo os que me amam, e os que, de madrugada, me buscam me acham. Pois é no silêncio da noite que o Grande Arquiteto do Universo revela a sabedoria ao maçom, para que este possa discernir e aprender a andar prudentemente como maçom e a reter a sabedoria, a disciplina e a prudência. (Prov. 23:23 - 8 e 9 ).

                                      O último pilar indispensável é o ESPIRITUAL, quando o maçom poderá perceber todo o processo esotérico da Loja, do seu trabalho, da presença viva de uma força impulsionando-nos para a realização e conquista da plenitude maçônica.

                                      É este encontro da espiritualização, o processo de chegar à plenitude, ao domínio do espírito sobre a matéria, que fará do maçom um ser completo. Isto não ocorre de imediato. É um processo longo, significa o domínio das paixões, um coração sensível ao bem, é o experimentar, a cada grau, o desbastar de cada pedra trazida do mundo profano.

                                      O maçom atingirá a plenitude quando a pedra do amor, da alegria, da paz, da esperança, da mansidão, da temperança forem reluzentes em seu viver, isto é, quando a pedra bruta estiver totalmente desbastada, polida. É mister que tal aconteça, a fim de que o brilho, no reluzir de vossas vidas, atinja e transforme outros maçons, e, até mesmo, profanos e os façam perceber o quanto a vossa aura reluz e como o cheiro suave que se desprende de vós enche todo o ambiente em que vos encontrais. Isto se tornará possível quando a Maçonaria constituir-se num trono no nosso ser e a glória do Grande Arquiteto do Universo dirigir nossos passos maçônicos e as nossas vidas.

                                      Certamente, a Loja, a Ordem e vós serão os maiores vitoriosos em todo o processo da nossa vida maçônica e profana. Quais então são as pedras que ainda precisam, dentro de vós, ser desbastadas, para que chegueis à plenitude do grau que vos é atribuído ? Estais de direito e de fato nesse grau ?

                                      Em que idade maçônica vos encontrais ? Sois Aprendiz e tendes atitudes de Aprendiz ? Sois Companheiro e tendes atitudes de Companheiro ?

                                      Sois Mestre e pensais como Mestre ? Agis como Mestre ? Ensinais como Mestre ? Falais e viveis como Mestre ? Ou, ao contrário, precisais voltar aos primórdios de vossa iniciação e aprender tudo o que não aprendestes ?

                                      Em que idade maçônica parastes ?

                                      Sois Maçom ou estais Maçom ?

                                      Em, 14/04/93                       Vanderlei José Ferreira

                                                                                                M.’. M.’.  

 

 

 

TRONCO DE BENEFICÊNCIA

                                      Quando da construção do Templo erguido por Salomão em Jerusalém, tinha-se por hábito guardar documentos da obra, bem como o salário dos construtores, classificados como Aprendizes e Companheiros, no interior das duas Colunas localizadas na entrada do Templo, que eram ocas. Os primeiros na Coluna B e os do Segundo Grau na Coluna J. Esse salário corresponde à jornada de trabalho, nem sempre era em moedas, pagava-se também em espécie, sendo o sal o mais valioso e procurado, daí deriva a palavra salário. Cultivando-se a “Arte Real” persistiu a tradição de premiar-se o trabalho dos Aprendizes e  Companheiros com o conteúdo das Colunas e abastecer-se estas com as verbas necessárias e projetos. Por uma questão de ordem prática, não se podia transformar as Colunas em cofre, para que os donatários colocassem seus depósitos. Por esta razão, criou-se um reprodução das Colunas, em miniatura, que girava por entre as bancadas, recebendo as contribuições, a mão se introduzia pelo alto do capitel, que a ocultava, havendo uma fenda no cimo do fuste, para a passagem das ofertas. Outros recipientes tinham a forma da Coluna, àquela que os arquitetos denominavam “Tronco”.

                                       Naquela época, a função caritativa da Maçonaria se tornou tão destacada, que a Ordem passou a ser identificada filantrópica, se ouvia falar que a imagem da Maçonaria era Fraternidade e Caridade. Assim, a antiga coleta que se fazia entre os sacerdotes foi estendida aos associados, passando a ser destinada às obras piedosas da corporação ou da Loja. Isso chegou a influir na denominação do “Tronco”, que passou a ser chamado de “Tronco da Beneficência” ou de “solidariedade” e em alguns Ritos “Tronco da Viúva”, em razão da palavra viúva exprimir todos os desvalidos da sorte. O “Tronco” gira seguindo o curso dos astros. A circulação ritualística forma uma estrela de seis pontas (Escudo de David, Selo de Salomão ou Hexagrama Mágico). O simbolismo desta circulação, sintetizada na estrela de seis pontas, representa as duas naturezas humanas: “Masculina” e “Feminina”, que se interpenetram e se harmonizam, conservando, porém, cada uma, sua própria individualidade. O giro é suspenso entre Colunas – não é o Tronco que fica suspenso, mas sim o giro, que aguarda instruções.

                                        No Brasil, o “Tronco de Solidariedade” é revestido de especial importância, há muito que os Regulamentos Gerais da Ordem somente consideram válida uma Sessão, se nela circulou o “Tronco” (exceção feita somente as Sessões onde estão presentes profanos, como no caso de datas festivas, cívicas, brancas, fúnebres, etc.). È lição antiga que na oferta, “a esquerda ignore o que faz a direita”, (Mateus 6:3), justamente essa modéstia é uma das explicações do legendário segredo maçônico. Resultado do “Tronco”, o irmão hospitaleiro vai ao Altar do Tesoureiro e confere o produto do Tronco. O venerável anuncia em voz alta a quantia arrecadada, cujo valor fica sob a guarda do irmão tesoureiro e creditado à Hospitalaria.

                                         O ‘Tronco de Solidariedade” é de fundamental importância, pois, o socorro aos necessitados depende da consciência de cada irmão. É sempre bom lembrar que cada um tijolo se une a outros tijolos e, juntos, erguem uma casa. Uma brasa se une a outras brasas e, juntas, mantêm o fogo aceso. Uma mão se une a outras mãos e, juntas, executam o serviço. Um passo se une a outros passos e, juntos, chegam ao destino. Por isso que juntos somos capazes de realizar.

Ir.'. Oswaldo Generoso Dias - Oriente de São João Evangelista - MG - Revista A Trolha fev/99  

 

 

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