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Loja Moysés Zveiter no 94
Trabalhos Interessantes
1 - Trabalho sobre a construção do Templo de Salomão
(Ir. Marchetti - Loja Moysés Zveiter no 94)
2 - Trabalho "Em que idade Maçônica parastes?"
(Ir. Vanderlei - Loja da Nova Era - 2393)
3 - Trabalho "Tronco de Beneficência"
(Ir. Oswaldo Generoso Dias - Oriente de São João Evangelista -MG)
A CONSTRUÇÃO
DO TEMPLO DO REI SALOMÃO
Os que crêem sempre pautaram sua conduta pela religião, desde o
amanhecer da vida e pela vida afora, na paz, no progresso, na decadência. O
homem reconhece em Deus seu criador.
Na antiguidade, os povos nômades usavam, em pleno deserto, uma mesa
especial consagrada aos sacrifícios religiosos, chamada altar, na qual
costumavam também oferecer incenso. O altar era construído de pedras ou
constituía-se de uma única e grande pedra, coberta ou não. Com a fixação
das tribos em lugares estratégico, sobretudo férteis, teve início a formação
das primeiras cidadelas. O homem passa a construir sua casa com materiais
definitivos. A casa de Deus, o tabernáculo, que era uma tenda portátil durante
o período de peregrinação pelo deserto, ganha mais espaço e é edificada com
vistas a atravessar os templos. O prédio construído para abrigar o altar, por
sua posição privilegiada, passa também a centro político, jurídico e
comercial, além de local de reunião e decisões religiosas.
O desenvolvimento das cidades-estados em nações, com características
próprias de religião, línguas, costumes, história, levou à preocupação de
se construírem templos que pudessem servir às futuras dinastias e gerações.
No final do século X A.C. tem início o reinado de Salomão, que quer
dizer pacífico. Logo no começo do seu reinado, no ano de 970 A.C. , aos 20
anos de idade, ele tomou a cidade de Emate, a fim de proteger a parte
setentrional de seu reino.
As relações com os demais povos vizinhos eram cordiais. Entregou-se
pois, o grande rei, a cuidar da organização do reino. Deu melhor assistência
à cultura e as artes, revelando-se enfim hábil governador, fazendo-se cercar
de eminentes auxiliares. Mantinha o exército em plena atividade. Para fins
administrativos, dividiu o reino em 12 distritos. O comércio floresceu,
aumentou a riqueza pública, a navegação foi incrementada, resultando em
sucessivas e proveitosas viagens a Ofir e à India, com o objetivo de
intensificar o comércio e de facilitar o intercurso internacional. Mandou Salomão
edificar várias cidades, entre as quais Palmira, no deserto. De seu empenho em
assuntos literários e científicos, resultaram tratados de botânica, sobre a
vida dos animais, coleção e composição de provérbios, alguns dos quais
ocupam lugar de destaque no Antigo Testamento.
A magnificência de sua mesa e a grande pompa que ostentava em suas
excursões correspondiam à sua riqueza e a seu poder político. Reinou quarenta
anos e faleceu no ano 931 A.C.
Na ocasião de fazer a dedicação do templo, Salomão congregou o povo
para orar e pediu benção de Deus. Para a construção do templo, acumulou de
seu governo 100 mil talentos de ouro e um milhão de talentos de prata. Peso e
moeda da antiguidade grega e romana, o talento de ouro atualmente correspondia
correspondia hoje a pouco menos de US$ 30 mil, enquanto o de prata teria
atualmente o valor de quase US$ 2 mil. De seu próprio bolso o rei doou três
mil talentos de ouro e sete mil de prata; os príncipes também contribuíram
com cinco mil talentos de ouro, dez mil de prata e dez mil soldos de ouro, soma
que equivaleria hoje a cerca de US$ 2.450 milhões.
Salomão deu início à construção do templo no quarto ano de seu
reinado, despendendo no empreendimento sete anos e meio. A aliança de Salomão com
Hirão, rei de Tiro, facilitou a aquisição de madeira do Líbano, bem como de
hábeis artífices. O rei selecionou obreiros em todo o Israel. Entre operários,
inspetores e subinspetores, entre os quais encontravam-se canaeus e israelitas,
foram reunidos cerca de 180 mil trabalhadores.
RESUMO:
550 inspetores, para 3.300 sub-inspetores, para 150.000 obreiros e
cavouqueiros.
01 inspetor, para 06 sub-inspetores, e os últimos cada um para 53
obreiros, aproximadamente.
O templo foi levantado sobre o monte Moriá, no lugar que tinha sido
mostrado a Davi, seu pai, na eira de Orná, Jebuseu. O plano geral obedecia ao
mesmo do tabernáculo, com dimensões em dobro e ornamentação mais rica.
Como os templos Egípcios, era formado por grande conjunto de edificações.
Foram construídos vários recintos, formando perímetros sucessivos, em
alvenaria de grandes blocos de pedra, conforme os padrões Fenícios. Em têrno
do primeiro, haviam tendas e armazéns ao ar livre para atender aos milhares de
peregrinos que visitavam Jerusalém por ocasião da Páscoa. No segundo recinto,
só eram admitidos os judeus, havendo ali também locais para a venda de animais
destinados aos sacrifícios, e áreas livres onde o povo se reunia para tratar
de assuntos políticos. No terceiro recinto só eram admitidos os sacerdotes
como nos templos Egípcios. Em torno do templo propriamente dito e dos depósitos
onde se guardava o Tesouro; realizavam-se às preces, os cantos e os sacrifícios.
O edifício do templo, do santuário, ficava com sua entrada voltada para o
Oriente.
O interior do edifício, na antiga medida côvado ou cúbito, que
correspondia a 66 centímetros, tinha 60 cúbitos de comprimento por 20 de
largura e 30 de altura. Vale notar, neste particular, que as proporções não
condiziam com as do tabernáculo. As paredes do templo foram construídas
com pedras que já vinham trabalhadas desde sua origem, todas lavradas e
perfeitas. A coberta era de pranchões de cedro. Todo o interior era revestido
de ouro puro, com guarnição de tábuas de cedro; ornamentavam os muros
pinturas de querubins, de plantas e de flores.
O Santo dos Santos media 20 cúbitos de cada lado com igual altura. O
espaço de quase dez cúbitos de alto, compreendido entre o teto e a cobertura,
servia provavelmente para as câmaras superiores, revestidas de ouro. A arca
onde se guardava a taboa da lei, era uma caixa de madeira da Acácia revestida
internamente de ouro e com uma tampa de ouro, tendo ao todo cerca de 1,40 m por
0,85 m e altura de 0,56 m, a tampa formava uma cornija de coroamento em forma de
touro e era decorada de motivos em baixo - relevo.
Repousava no Santo dos Santos sob as asas de dois colossais querubins,
feitos de pau de oliveira, e cobertos de ouro. Cada um deles media dez cúbitos.
As asas estendidas mediam, de ponta a ponta dez cúbitos. Elas se juntavam no
meio do templo, ao mesmo tempo em que no outro externo, tocavam cada qual um
parede. Os querubins, de pé, tinham os rostos voltados para o exterior do
templo, imaginava-se, entre eles, a presença de Jeová, Quatro argolas de ouro
podiam ser atravessadas por duas vigas, por meio das quais, a arca podia ser
transportada.
A divisão entre o Santo dos Santos e o lugar Santo era feita de tábuas
de cedro, forradas de ouro em ambos os lados, havia ainda duas portas de pau de
oliveira, decoradas com palmas, querubins e flores, e também forradas de ouro.
O lugar santo, ou santuário, tinha 40 cúbitos de comprimento por 20 de
largura e 30 de altura, com janelas próximas ao teto, para facilitar a ventilação
e dar saída à fumaça. O altar do incenso era de cedro com cobertura de ouro.
O altar integrava o conjunto do Santo dos Santos, mas permanecia fora dele, sem
dúvida para que os sacerdotes, que só entravam no Santos dos Santos uma vez no
ano, pudessem oferecer o incenso diariamente.
Havia dez castiças de ouro e dez mesas. A entrada para o santuário
tinha portas de pau de faia. Sobre a parede do templo havia diversos andares com
quartos em volta, destinados aos oficiais do templo e à guarda das alfaias.
Diante do templo havia um pórtico de 20 cúbitos de comprimento por dez de
largura e 120 de altura - as versões Setenta e Siríaca.
Este pórtico ou pilone, haviam duas colunas isoladas, destacadas a
frente do templo, como os obeliscos Egípcios, erguidas dentro do pórtico de
entrada, seriam ôcas, tendo cerca de 10m de altura por
pouco mais de 2m de diâmetro inferior, a da direita chamava-se Iachim, (Jaquim)
o que significa: ele consolidará a da esquerda Boaz, ou seja: nele está a força,
simbolizavam os elementos de criação: a primeira
representava a linha vertical, o que está a prumo; a segunda a linha
horizontal, o que dá força. A união de ambas produz o ângulo reto, princípio
fundamental da arquitetura. Assim se explica o fato de terem sido adotadas pelas
corporações de arquitetar e de
construtores da : idade média como símbolo dessas Associações.
Havia ainda no templo dois átrios, o dos sacerdotes e o maior, os dois
separados entre si, tanto por diferença de nível como por um pequeno muro
formado de três ordens de pedra cortadas e de uma ordem de cedro. No átrio dos
sacerdotes havia um altar de bronze para os sacrifícios, quatro vezes maior que
o que havia no tabernáculo, um mar de bronze, grande taça sustentada por doze
leões, e dez bacias também de bronze. O mar destinava-se `a purificação dos
sacerdotes; as bacias serviam para se lavar nelas tudo o que se houvesse de
oferecer em holocausto. O átrio exterior, ou grande átrio, destinava-se ao
povo de Israel. O pavimento era lajeado de pedras e havia um muro com portas.
No ano 587 A.C., quando tomaram Jerusalém, os babilônios saquearam e
reduziram a cinzas este templo, só ficaram poucos trechos das muralhas de
alvenaria constituídas de grandes blocos de pedra.
A reconstrução do conjunto foi empreendida por Zorobabel, cerca de 70
anos após a destruição, com a preocupação de restabelecer o plano inicial.
Aumentado pelos Macabeus, (importante família de Jerusalém no séc. II A.C.),
enriquecido de novas dependências por Heródes no séc. I A.C., este segundo
templo foi arrasado pelo general Romano Tito, depois imperador, com suas pedras,
os Romanos construíram um templo dedicado a Júpiter.
Mais tarde Constantino e Justiniano cobriram a colina do templo de edifícios
religiosos cristãos, e os Árabes, depois levantaram ali as mesquitas de Omar e
de Aksa. Assim, a plataforma do templo de Jerusalém tornou-se um lugar
santificado para Judeus, cristãos e mulçumanos.

EM QUE
IDADE MAÇÔNICA PARASTES ?
Talvez algum de vós queirais perguntar qual ou quais os objetivos desta
questão reflexiva. Por que tal pergunta, se cada um de nós tem a absoluta
certeza de ser Aprendiz, Companheiro e Mestre ?
É justamente nesta afirmação que voltamos à questão. Sois Aprendiz,
sois Companheiro, sois Mestre ? Ou estais Aprendiz , Companheiro e Mestre ?
Existe uma distância infinita em ser e estar, ser e ter. São duas vertentes
extremamente distantes. O SER relaciona-se com a internalização de todos os
propósitos, objetivos, centrados em cada moral do grau, do que está oculto,
que só atingiram aqueles que tiveram discernimento.
M.’. M.’.
Quando da construção do Templo erguido por Salomão em Jerusalém, tinha-se por hábito guardar documentos da obra, bem como o salário dos construtores, classificados como Aprendizes e Companheiros, no interior das duas Colunas localizadas na entrada do Templo, que eram ocas. Os primeiros na Coluna B e os do Segundo Grau na Coluna J. Esse salário corresponde à jornada de trabalho, nem sempre era em moedas, pagava-se também em espécie, sendo o sal o mais valioso e procurado, daí deriva a palavra salário. Cultivando-se a “Arte Real” persistiu a tradição de premiar-se o trabalho dos Aprendizes e Companheiros com o conteúdo das Colunas e abastecer-se estas com as verbas necessárias e projetos. Por uma questão de ordem prática, não se podia transformar as Colunas em cofre, para que os donatários colocassem seus depósitos. Por esta razão, criou-se um reprodução das Colunas, em miniatura, que girava por entre as bancadas, recebendo as contribuições, a mão se introduzia pelo alto do capitel, que a ocultava, havendo uma fenda no cimo do fuste, para a passagem das ofertas. Outros recipientes tinham a forma da Coluna, àquela que os arquitetos denominavam “Tronco”.
Naquela época, a função caritativa da Maçonaria se tornou tão destacada, que a Ordem passou a ser identificada filantrópica, se ouvia falar que a imagem da Maçonaria era Fraternidade e Caridade. Assim, a antiga coleta que se fazia entre os sacerdotes foi estendida aos associados, passando a ser destinada às obras piedosas da corporação ou da Loja. Isso chegou a influir na denominação do “Tronco”, que passou a ser chamado de “Tronco da Beneficência” ou de “solidariedade” e em alguns Ritos “Tronco da Viúva”, em razão da palavra viúva exprimir todos os desvalidos da sorte. O “Tronco” gira seguindo o curso dos astros. A circulação ritualística forma uma estrela de seis pontas (Escudo de David, Selo de Salomão ou Hexagrama Mágico). O simbolismo desta circulação, sintetizada na estrela de seis pontas, representa as duas naturezas humanas: “Masculina” e “Feminina”, que se interpenetram e se harmonizam, conservando, porém, cada uma, sua própria individualidade. O giro é suspenso entre Colunas – não é o Tronco que fica suspenso, mas sim o giro, que aguarda instruções.
No Brasil, o “Tronco de Solidariedade” é revestido de especial importância, há muito que os Regulamentos Gerais da Ordem somente consideram válida uma Sessão, se nela circulou o “Tronco” (exceção feita somente as Sessões onde estão presentes profanos, como no caso de datas festivas, cívicas, brancas, fúnebres, etc.). È lição antiga que na oferta, “a esquerda ignore o que faz a direita”, (Mateus 6:3), justamente essa modéstia é uma das explicações do legendário segredo maçônico. Resultado do “Tronco”, o irmão hospitaleiro vai ao Altar do Tesoureiro e confere o produto do Tronco. O venerável anuncia em voz alta a quantia arrecadada, cujo valor fica sob a guarda do irmão tesoureiro e creditado à Hospitalaria.
O ‘Tronco de Solidariedade” é de fundamental importância, pois, o socorro aos necessitados depende da consciência de cada irmão. É sempre bom lembrar que cada um tijolo se une a outros tijolos e, juntos, erguem uma casa. Uma brasa se une a outras brasas e, juntas, mantêm o fogo aceso. Uma mão se une a outras mãos e, juntas, executam o serviço. Um passo se une a outros passos e, juntos, chegam ao destino. Por isso que juntos somos capazes de realizar.
Ir.'. Oswaldo Generoso Dias - Oriente de
São João Evangelista - MG - Revista A Trolha fev/99